Come mais feijão
Os feijões são um alimento funcional distinto. Eles demonstraram que diminuem a gordura corporal e aumentam a massa muscular relativa em modelos animais. Sem brincadeiras. Aqui está uma citação:
“O consumo a longo prazo de dietas contendo baixos níveis de feijoeiro alterou significativamente a composição corporal dos ratos. Os níveis de lipídios no corpo foram significativamente reduzidos. Como resultado, as carcaças desses ratos continham maior proporção de músculo / proteína do que os controles “.
Isso é simplesmente bom. Este efeito interessante pode ter algo a ver com a capacidade do feijão para aumentar a sensibilidade da insulina do músculo esquelético. A pesquisa sugere que o ARNm do receptor de insulina e o transportador de glicose (Glut-4) aumentam dramaticamente depois de se comer feijão.
Claro, um aumento do mensageiro no RNA sugere que os receptores e transportadores mencionados ficam logo em alerta. E devido ao potencial da disponibilidade de nutrientes que é temporariamente reduzida/convertida dos alimentos (isto é, o alimento tornando-se em massa corporal), eu penso logo nos dieters hardcore. Perder gordura, ou evitar o seu ganho, enquanto mantém o tecido magro é um das grandes conquistas na nutrição desportiva.
Ainda sem interesse neste artigo? Então lê. Aparentemente, a lectina do feijão vermelho, apesar de um pouco assustadora, parece bastante promissora para que os pesquisadores a considerem um “agente terapêutico para estimular a função intestinal e melhorar a obesidade se for possível estabelecer uma média da dose segura e efetiva para os seres humanos”.
Eu definitivamente não faço planos para me alimentar ou suplementar com qualquer quantidade de lectinas tóxicas, nem tentaria usar feijão de qualquer tipo para substituir a minha ingestão de proteína de ovo, de carne, de soro ou caseína. Mas comer um pouco de feijão bem demolhado e, em seguida, fervido uma vez por semana? Sim, eu posso faze-lo.
Para períodos de imersão (várias horas, como durante a noite) e períodos de ebulição (que variam), segue as instruções na embalagem. Claro que, as pessoas geralmente não comem feijão cru, então o efeito da lectina é relativo. Ou seja, o a fervura a degrada.
Mas, lectina ou não, a cornucopia global do bónus nutricional disponível no feijão, da proteína decente a muitas fibras, a uma entrada lenta na corrente sanguínea, a fitoquímicos persistentes potencialmente benéficos, tornam o feijão um alimento funcional digno da minha apreciação.
A pesquisa também sugere que os feijões não têm efeitos colaterais a longo prazo e efeitos indesejáveis no tamanho do pâncreas como tem a soja. Depois de ler toda a literatura, admito que sai e fui comprar feijão.
Referências.1–4